Uma das doenças mais temidas pelos tutores apaixonados por seus pets é, sem dúvida, a leishmaniose canina. Esse problema é considerado uma zoonose (ou seja, pode ser transmitido aos seres humanos) e, até bem pouco tempo, a eutanásia do animal infectado era o recomendado.

Felizmente, esse cenário mudou, recentemente, com a aprovação do fornecimento de tratamento para os animais contaminados com a leishmaniose. Agora, é possível tratar os pets e garantir a sua qualidade de vida por muitos e muitos anos, para que o seu cachorro fique bem cuidado e feliz.

Mas, afinal, o que é a leishmaniose e quais são as suas causas? Como é feito o tratamento dessa doença? É possível preveni-la? Saiba a resposta para todas essas perguntas continuando a leitura deste artigo!

O que é a leishmaniose canina?

Também conhecida como calazar, a leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença causada por um protozoário. A sua transmissão, no entanto, é feita por um mosquito, conhecido popularmente pelos nomes de mosquito-palha, tatuquira ou birigui, dependendo da região brasileira.

No meio urbano, o cão doméstico é o principal hospedeiro desse micro-organismo. Já nos meios silvestres, podemos citar espécies de raposas e lobos como vítimas do protozoário.  

Quais são os principais sintomas do problema?

Por se tratar de uma doença crônica, os primeiros sintomas do problema podem surgir entre poucos meses até cerca de 7 anos após o contágio. Os sinais mais comuns incluem:

  • apatia;
  • depressão;
  • polidipsia (sede excessiva);
  • perda de peso;
  • anorexia (perda de apetite);
  • vômitos;
  • diarreia;
  • mucosas pálidas;
  • sangramentos (como o nasal);
  • dificuldades de locomoção;
  • inflamações oculares;
  • afecções ulcerosas ou esbranquiçadas na pele.

O diagnóstico da leishmaniose nem sempre é simples, por conta de seus sintomas inespecíficos e que podem estar ligados a outras patologias. Por isso, é essencial a confirmação dos achados por meio de exames laboratoriais, como esfregaços, biópsias e testes sorológicos.

Como prevenir essa doença?

O principal meio de prevenir essa doença é manter o cão longe do agente vetor, o mosquito-palha. Para isso, algumas dicas são essenciais:

  • utilização da coleira com deltametrina 4%;
  • substituição semestral desse produto;
  • aplicação de inseticidas em cães alérgicos à substância citada acima;
  • limpeza do ambiente para evitar a proliferação do mosquito;
  • aplicação de inseticidas no ambiente;
  • utilização de repelentes, como a citronela;
  • suspensão de passeios nos horários de maior trânsito do mosquito, como períodos noturnos;
  • vacinação.

Todos esses métodos são complementares e a melhor escolha para manter seu cãozinho protegido deve sempre ser feita em parceria com o médico veterinário.

Quais são os tratamentos utilizados?

Na Europa e em outros países, alguns medicamentos são utilizados com sucesso há muitos anos, controlando consideravelmente a proliferação dessa doença e fornecendo conforto e qualidade de vida aos animais acometidos por esse problema.

No Brasil, no entanto, a liberação para protocolos de tratamento é recente. O uso de medicamentos utilizados no tratamento da leishmaniose humana não é permitido pelos órgãos responsáveis e, por isso, é necessário utilizar apenas fármacos de uso veterinário.

O medicamento utilizado para o tratamento de cães brasileiros é a miltefosina. Seu principal objetivo é tratar o animal e, ao mesmo tempo, barrar as novas transmissões que ocorrem com a picada do mosquito-palha. O remédio deve ser utilizado em ciclos de 28 dias, sempre a critério do médico veterinário.

E aí, gostou de saber mais sobre a leishmaniose canina? Lembre-se de que a melhor maneira de lidar com esse problema é caprichar na prevenção, evitando que o seu animalzinho seja infectado. Por isso, siga sempre as recomendações do médico veterinário e proteja o seu pet contra esse mal!

Para saber ainda mais sobre a importância do médico veterinário e de uma boa infraestrutura no tratamento de seu animal, confira nosso artigo sobre as vantagens de um hospital veterinário!